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Boas polêmicas

O novo dono do Twitter, Elon Musk, disse que vai abrir os algoritmos da rede. Isso é possível? Como pode ser feito?

Christian Perrone Logo após anunciar a aquisição do Twitter, Elon Musk indicou em um press release a sua visão para a plataforma, o que inclui a proposta polêmica de tornar público o seu código. A preocupação de Musk parece derivar do que ele entende como possíveis vieses políticos presentes no algoritmo da plataforma que diminuiria o alcance de certas vozes na rede social. A medida serviria, então, como uma forma de gerar maior transparência sobre o modo como os tweets circulam e são classificados e ordenados na plataforma. A questão que fica é se essa publicidade com relação ao algoritmo...

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As mídias partidarizadas têm um papel na democracia e na garantia de informações de qualidade?

Ana Cristina Suzina Para começar, precisamos entender que ser partidário tem dois sentidos. O primeiro é estar filiado a um partido e o segundo é associar-se a uma escola de pensamento. As duas podem coincidir, porque uma pessoa filiada a um partido, em geral, compartilha uma visão de mundo com seus pares. Porém, ter uma visão de mundo não requer, necessariamente filiar-se a um partido político. Expandindo essa compreensão para a esfera midiática, podemos identificar mídias partidárias como o Boletim Informativo do Partido dos Trabalhadores ou a página do Partido da Social Democracia...

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Quais os riscos e os benefícios de se consumir notícias por plataformas de mensagens, como o WhatsApp e o Telegram?

Giuliander Carpes As organizações de notícias brasileiras não deveriam enviar boletins para seus leitores no WhatsApp, o aplicativo mais utilizado do país? Não existe uma oportunidade para os meios de comunicação investirem numa rede onde a desinformação é reconhecidamente um problema e a informação de maior credibilidade fornecida pelo jornalismo profissional poderia funcionar como um antídoto? Desde pelo menos a metade da década passada, quando o WhatsApp se descolou de competidores como Viber e Messenger para se tornar o aplicativo de mensagens mais popular do Brasil (e do mundo), essas...

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O que o caso Facebook Papers ensina sobre a cobertura dos veículos de comunicação? Colaboração é sempre o melhor caminho?

Lúcia Mesquita Desde 2016, com a divulgação do até então maior projeto colaborativo da história dos veículos de mídia de todo o mundo, o mundo passou a conhecer melhor uma prática do jornalismo que já há muito existia, mas que mais recentemente passou a ser conhecida como jornalismo colaborativo. O Panama Papers representou para o jornalismo praticado globalmente um ponto de inflexão. Dali para adiante os jornalistas e os veículos de comunicação viriam que o jornalismo investigativo e o jornalismo como um todo ganhavam um novo aliado. Isso fez com que estes reconhecessem na colaboração uma...

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Devemos comentar/noticiar as fake news que viralizam ou a melhor estratégia é o silêncio? Quais os critérios para entrar na cobertura?

Bernardo Barbosa Dar atenção ou não a um conteúdo com desinformação é um dilema enfrentado diariamente por quem trabalha com checagem de fatos. De um lado, há o temor de amplificar algo que pode estar circulando apenas em grupos bastante restritos; de outro, existe a necessidade de colocar à disposição do público um esclarecimento sobre um assunto que já corre solto nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem.   Em resumo, ao avaliar se devemos ou não falar sobre uma fake news que viralizou, a minha resposta inicial é: depende.   Não creio que haja uma resposta exata sobre como...

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Como é possível equilibrar a identificação de responsáveis pela desinformação e a proteção de dados pessoais?

O 'Boas Polêmicas' é um espaço de debate do *desinformante. Quinzenalmente convidamos dois especialistas para responderem uma única questão. As divergências e pontos contrários que eventualmente surgem nos fazem refletir e aprender ainda mais sobre o tema em questão. Nesta edição contamos com a presença da equipe do Data Privacy Brasil (Bruno Bioni, Gabriela Vergili, Hana Mesquita e Jaqueline Pigatto) e com a advogada Samara Castro. Leia os textos abaixo e entre nessa conversa com a gente!Bruno Bioni, Gabriela Vergili, Hana Mesquita e Jaqueline Pigatto O fenômeno da desinformação é...

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Afinal, por que as pessoas compartilham fake news?

Ricardo Lins Horta A crescente preocupação com a forma como a arquitetura e o funcionamento das redes sociais têm afetado nossas vidas tem mobilizado pesquisadores de várias áreas. Fala-se dos efeitos na esfera pública da “polarização afetiva”, em que sociedades passam a ser divididas por grupos que nutrem ódio um pelo outro[1]. Uma das frentes mais instigantes de pesquisa é a de cientistas comportamentais que fazem experimentos com centenas ou milhares de pessoas, tentando entender quais mecanismos psicológicos ajudariam a explicar por que notícias evidentemente absurdas ou exageradas...

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Afinal, as mídias sociais criam bolhas onde só vemos postagens alinhadas com o que pensamos ou elas também criam espaço para divergências?

Raquel Recuero Essa é uma questão muito importante, que várias pesquisas na área da desinformação têm tentado responder. Mas para discuti-la, precisamos primeiro entender o conceito de bolha na mídia social. Essa ideia, que foi proposta por vários pesquisadores, como o Eli Pariser, que usa a noção de filtro-bolha. Mas o que é isso? Basicamente, a ideia é que as plataformas de mídia social têm características técnicas e de apropriação pelas pessoas que facilitam a presença de conteúdos semelhantes para pessoas que tendem a concordar com ele. Sabemos que redes sociais, ou grupos sociais,...

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As plataformas devem ter algum tipo de responsabilidade sobre conteúdo desinformativo publicado pelos usuários?

“Apressa-te devagar” (festina lente) era o lema frequentemente repetido pelo imperador romano Augusto. A frase, que atravessou os séculos, foi adotada pelos Médici e virou marca de relógio. As suas várias interpretações geralmente convergem para a ideia de que toda ação possui seu tempo, e que desempenha-la apressadamente, com o intuito de dar cabo de algo que parece urgente, é a receita para o desastre. Não se nega a urgência das coisas – ao contrário -, mas joga-se luz tanto nos custos de se fazer logo apressadamente, como nos ônus de nunca se fazer nada.  O debate sobre os remédios que...

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