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GPTs customizados não podem ser usados em campanha política massiva

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A OpenAI está prestes a lançar sua GPT Store, uma loja em que usuários poderão compartilhar e pôr à venda funcionalidades de Inteligência Artificial customizadas. Para evitar o mau uso dos novos chatbots inteligentes, a empresa mandou um comunicado por e-mail aos inscritos no desenvolvimento de um GPT personalizado, lembrando que as aplicações deverão seguir a Política de Uso da OpenAI, que proíbe, por exemplo, produção de desinformação e de campanhas políticas em massa. 

Atualizada em março do ano passado, a política proíbe 14 aplicações do modelo de linguagem GPT. Além de vetar práticas ilegais, a OpenAI não autoriza o uso dos seus modelos para produção de materiais que contenham abuso sexual infantil,  conteúdo de ódio, assédio ou violência.

Sobre campanhas políticas ou lobby, as tecnologias da corporação não poderão ser empregadas para gerar grandes volumes de materiais de campanha, inclusive as personalizadas ou direcionadas a dados demográficos específicos. Além disso, não será permitido a construção de chatbots que forneçam informações sobre campanhas ou que se envolvam em defesa política ou lobby. 

Em março do ano passado, Kim Malfacini, coordenador de Políticas de Produto da OpenAI, explicou ao The New York Times que as campanhas eleitorais poderão sim utilizar as ferramentas da empresa com fins políticos, desde que evitem o uso massivo. “É o uso escalonado que nós estamos tentando proibir aqui”, afirmou Malfacini. O emprego de IAs generativas em contextos eleitorais, como aconteceu na Argentina no ano passado, é um dos principais desafios deste ano, em que mais de 50 países – incluindo o Brasil – realizarão eleições de diversos tipos.

Em relação à saúde, não será permitida a criação de funcionalidades que forneçam diagnósticos e instruções de tratamento de saúde aos usuários. “Os modelos da OpenAI não são ajustados para fornecer informações médicas”, lembra a corporação.

De acordo com a OpenAI, caso os novos produtos não sigam a política, a empresa poderá solicitar alterações. Nas situações em que violações repetidas ou graves aconteçam, os usuários poderão ter suas contas suspensas ou encerradas. “Nossas políticas podem mudar à medida que aprendemos mais sobre o uso e abuso de nossos modelos”, garante a empresa.

Prometido para a próxima semana, o lançamento do GPT Store teve um atraso de dois meses devido às mudanças na direção da OpenAI. Em novembro, o diretor executivo da empresa, Sam Altman, chegou a apresentar a nova função chamada de GPTs, que permite a construção de chatbots inteligentes personalizados com propósitos específicos. A ideia é que as pessoas criem clones do ChatGPT sem precisar ter conhecimento de programação. Os GPTs desenvolvidos ficarão disponíveis na nova loja online GPT store.

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