*A publicação foi atualizada em setembro de 2026 com o passo a passo mais recente para as eleições.
No Brasil, a popularidade da rede social não é baixa. De acordo com o banco internacional de dados Statista, atualmente nosso território aparece em terceiro lugar do ranking de países com o maior número de usuários do YouTube em 2023, com cerca de 142 milhões de brasileiros assistindo ao conteúdo somente no primeiro mês do ano passado.
É também nesta plataforma de vídeos que muita desinformação rola solta, com monetização para os produtores e geração de lucros para a empresa.
O YouTube dispõe de ferramenta integrada à plataforma para denunciar conteúdos que contenham informações falsas. Para as eleições de 2026, o Google Brasil, empresa responsável pelo YouTube, anunciou medidas voltadas à redução da desinformação e à proteção da integridade do processo eleitoral.
Passo a passo para denunciar fake news no Youtube
- No menu abaixo do vídeo, próximo ao botão de “Gostei”, clique nos três pontinhos;
- Selecione a opção “Denunciar”;
- Indique o motivo pelo qual está denunciando o conteúdo;
- Selecione a opção “Desinformação”;
- Se quiser, inclua detalhes para ajudar a plataforma a entender o problema;
- Clique em “Denunciar”;
- Pronto. A denúncia será encaminhada para análise conforme as políticas de moderação da plataforma.
O que o Youtube está fazendo para proteger as eleições brasileiras de 2026?
Entre as medidas anunciadas pelo Google, há ações específicas para o YouTube previstas no plano de conformidade apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento reúne medidas para prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral, incluindo ações de moderação, identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial e canais específicos para denúncias.
Entre as principais medidas estão:
- Combate à desinformação eleitoral: o YouTube proíbe conteúdos que forneçam informações falsas capazes de interferir no processo democrático, como informações enganosas sobre votação ou conteúdos que incentivem a interferência no processo eleitoral. A plataforma pode remover conteúdos que violem suas políticas e aplicar sanções aos canais.
- Moderação e denúncias: a plataforma combina sistemas automatizados, revisão humana e denúncias de usuários para identificar conteúdos que violem as Diretrizes da Comunidade. O YouTube também mantém o programa Revisor Confiável (Trusted Flagger), que oferece um fluxo prioritário para denúncias de órgãos governamentais e entidades parceiras.
- Informações oficiais: o Google prevê a exibição de painéis e informações oficiais relacionadas às eleições, direcionando usuários para fontes da Justiça Eleitoral sobre temas como votação, locais de votação e apuração.
- Conteúdos gerados por IA: criadores devem informar quando utilizarem mídias sintéticas fotorrealistas, e o YouTube pode aplicar rótulos para indicar esse tipo de conteúdo. O Google também disponibiliza o Likeness ID, ferramenta que permite a candidatos, autoridades públicas e outros criadores identificar usos não autorizados de sua imagem e solicitar uma análise para possível remoção.
- Spam e comportamento inautêntico: o plano prevê medidas contra redes automatizadas, bots, spam e práticas destinadas a manipular artificialmente visualizações ou interações na plataforma. Entre as possíveis medidas estão advertências, remoção de conteúdos e encerramento de canais.
- Publicidade política: o plano apresentado ao TSE também prevê a proibição de anúncios políticos no Brasil durante o período eleitoral. A plataforma mantém mecanismos para identificar e tratar eventuais violações.
- Cooperação com o TSE: o Google mantém canais específicos para receber denúncias relacionadas às eleições e responder a solicitações da Justiça Eleitoral. A empresa também renovou o memorando de entendimento com o TSE para ampliar o acesso a informações oficiais e confiáveis durante o processo eleitoral.
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