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Gabriel Tourinho

Como denunciar fake news no WhatsApp

Gabriel Tourinho
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*A publicação foi atualizada em setembro de 2026 com o passo a passo mais recente para as eleições.

A desinformação está presente em várias plataformas digitais, mas os aplicativos de mensagens têm características que geram incentivos sistêmicos à disseminação de desinformação. No entanto, justamente pela sua arquitetura, denunciar conteúdos desinformativos nesses espaços não é tão simples como em outros lugares.

O WhatsApp, aplicativo de mensagens da Meta, oferece uma ferramenta integrada para denunciar conteúdos. Diferentemente de plataformas abertas, porém, as conversas pessoais no aplicativo são protegidas por criptografia de ponta a ponta. Por isso, a denúncia de uma mensagem não é feita a partir de uma lista pública de categorias de conteúdo, como “desinformação”. Cabe à plataforma analisar a mensagem denunciada e verificar se ela viola suas políticas.

Para as eleições de 2026, a Meta também anunciou medidas específicas para o WhatsApp, voltadas à redução da circulação de conteúdos potencialmente prejudiciais e à proteção da integridade do processo eleitoral.

Passo a passo para denunciar um conteúdo no Whatsapp

  1. Pressione a mensagem que deseja denunciar;
  2. No menu que aparecer, selecione “Mais” e, em seguida, “Denunciar”;
  3. Escolha entre “Denunciar” ou “Denunciar e bloquear”;
  4. Pronto. A mensagem será encaminhada para análise conforme as políticas da plataforma.

A denúncia não oferece uma opção específica para conteúdos desinformativos. Por isso, também é importante estar atento às mensagens recebidas, sobretudo àquelas de teor político ou ideológico que apresentam a marca de “encaminhada com frequência”.

Em determinados conteúdos, o WhatsApp também disponibiliza a função “Busca na internet”, representada pelo ícone de uma lupa. O recurso permite pesquisar o conteúdo da mensagem na internet e consultar outras fontes de informação antes de compartilhá-la.

O que o Whatsapp está fazendo para proteger as eleições brasileiras de 2026?

O plano de conformidade apresentado pela Meta ao TSE reúne medidas específicas para cada uma de suas plataformas, considerando as diferentes características e funcionalidades de cada serviço. No caso do WhatsApp, as ações levam em conta o fato de o aplicativo ser um serviço de mensagens privadas, com criptografia de ponta a ponta, mas também oferecer funcionalidades de alcance público, como Canais.

Entre as medidas previstas para o WhatsApp estão:

  • Proibição de publicidade política: o WhatsApp não permite anúncios de conteúdo político, eleitoral ou de temas sociais em suas superfícies, incluindo Status e Canais. Partidos, candidatos e campanhas também não podem utilizar a Plataforma WhatsApp Business (API) ou listas de transmissão comercial para campanhas políticas.
  • Limites para encaminhamento: mensagens podem ser encaminhadas para até cinco conversas por vez. Conteúdos classificados como frequentemente encaminhados recebem um rótulo específico e podem ser encaminhados para apenas uma conversa por vez.
  • Combate a disparos em massa e automação: a Meta afirma utilizar sistemas automatizados para identificar e banir contas envolvidas em spam, automação abusiva e disparos em massa, com base em sinais como comportamento de cadastro e informações sobre a atividade das contas, sem acessar o conteúdo das mensagens protegidas pela criptografia de ponta a ponta.
  • Proteção de grupos: o WhatsApp estabelece limites para o tamanho dos grupos e oferece configurações que permitem aos usuários controlar quem pode adicioná-los a grupos.
  • Moderação nos Canais: por serem espaços de transmissão pública, os Canais estão sujeitos a mecanismos de moderação específicos. O plano prevê medidas para identificar e remover conteúdos que violem as políticas da plataforma ou representem riscos à segurança pública, incluindo conteúdos relacionados à violência eleitoral.
  • Identificação de conteúdo gerado por IA nos Canais: a Meta prevê o uso de mecanismos de identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial, incluindo metadados e recursos de autodeclaração, para indicar esse tipo de material nos Canais.
  • Canal com o TSE: a Meta mantém um canal específico com a Justiça Eleitoral para o encaminhamento de denúncias. No caso do WhatsApp, o canal também recebe denúncias sobre números suspeitos de realizar disparos em massa e pode levar ao banimento das contas identificadas. A parceria entre a Meta e o TSE prevê ainda um canal integrado ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).

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