*A publicação foi atualizada em setembro de 2026 com o passo a passo mais recente para as eleições.
A desinformação está presente em várias plataformas digitais, mas os aplicativos de mensagens têm características que geram incentivos sistêmicos à disseminação de desinformação. No entanto, justamente pela sua arquitetura, denunciar conteúdos desinformativos nesses espaços não é tão simples como em outros lugares.
O WhatsApp, aplicativo de mensagens da Meta, oferece uma ferramenta integrada para denunciar conteúdos. Diferentemente de plataformas abertas, porém, as conversas pessoais no aplicativo são protegidas por criptografia de ponta a ponta. Por isso, a denúncia de uma mensagem não é feita a partir de uma lista pública de categorias de conteúdo, como “desinformação”. Cabe à plataforma analisar a mensagem denunciada e verificar se ela viola suas políticas.
Para as eleições de 2026, a Meta também anunciou medidas específicas para o WhatsApp, voltadas à redução da circulação de conteúdos potencialmente prejudiciais e à proteção da integridade do processo eleitoral.
Passo a passo para denunciar um conteúdo no Whatsapp
- Pressione a mensagem que deseja denunciar;
- No menu que aparecer, selecione “Mais” e, em seguida, “Denunciar”;
- Escolha entre “Denunciar” ou “Denunciar e bloquear”;
- Pronto. A mensagem será encaminhada para análise conforme as políticas da plataforma.
A denúncia não oferece uma opção específica para conteúdos desinformativos. Por isso, também é importante estar atento às mensagens recebidas, sobretudo àquelas de teor político ou ideológico que apresentam a marca de “encaminhada com frequência”.
Em determinados conteúdos, o WhatsApp também disponibiliza a função “Busca na internet”, representada pelo ícone de uma lupa. O recurso permite pesquisar o conteúdo da mensagem na internet e consultar outras fontes de informação antes de compartilhá-la.
O que o Whatsapp está fazendo para proteger as eleições brasileiras de 2026?
O plano de conformidade apresentado pela Meta ao TSE reúne medidas específicas para cada uma de suas plataformas, considerando as diferentes características e funcionalidades de cada serviço. No caso do WhatsApp, as ações levam em conta o fato de o aplicativo ser um serviço de mensagens privadas, com criptografia de ponta a ponta, mas também oferecer funcionalidades de alcance público, como Canais.
Entre as medidas previstas para o WhatsApp estão:
- Proibição de publicidade política: o WhatsApp não permite anúncios de conteúdo político, eleitoral ou de temas sociais em suas superfícies, incluindo Status e Canais. Partidos, candidatos e campanhas também não podem utilizar a Plataforma WhatsApp Business (API) ou listas de transmissão comercial para campanhas políticas.
- Limites para encaminhamento: mensagens podem ser encaminhadas para até cinco conversas por vez. Conteúdos classificados como frequentemente encaminhados recebem um rótulo específico e podem ser encaminhados para apenas uma conversa por vez.
- Combate a disparos em massa e automação: a Meta afirma utilizar sistemas automatizados para identificar e banir contas envolvidas em spam, automação abusiva e disparos em massa, com base em sinais como comportamento de cadastro e informações sobre a atividade das contas, sem acessar o conteúdo das mensagens protegidas pela criptografia de ponta a ponta.
- Proteção de grupos: o WhatsApp estabelece limites para o tamanho dos grupos e oferece configurações que permitem aos usuários controlar quem pode adicioná-los a grupos.
- Moderação nos Canais: por serem espaços de transmissão pública, os Canais estão sujeitos a mecanismos de moderação específicos. O plano prevê medidas para identificar e remover conteúdos que violem as políticas da plataforma ou representem riscos à segurança pública, incluindo conteúdos relacionados à violência eleitoral.
- Identificação de conteúdo gerado por IA nos Canais: a Meta prevê o uso de mecanismos de identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial, incluindo metadados e recursos de autodeclaração, para indicar esse tipo de material nos Canais.
- Canal com o TSE: a Meta mantém um canal específico com a Justiça Eleitoral para o encaminhamento de denúncias. No caso do WhatsApp, o canal também recebe denúncias sobre números suspeitos de realizar disparos em massa e pode levar ao banimento das contas identificadas. A parceria entre a Meta e o TSE prevê ainda um canal integrado ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).
Leia também
- Sem padronização, plataformas entregam planos de conformidade ao TSE
- Entenda o que está previsto nos memorando de entendimento firmados entre seis plataformas digitais e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
- Confira na íntegra os planos de conformidade das plataformas digitais na página do Programa de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral
