A Amazon identificou centenas de milhares de conteúdos suspeitos de abuso sexual infantil em dados usados para treinar seus modelos de IA em 2025 e reportou os casos ao NCMEC, mas autoridades dos EUA afirmam que a empresa não forneceu informações sobre a origem do material, tornando os relatórios “inexecutáveis” para investigações e proteção de vítimas. Segundo o NCMEC, houve um aumento de até 15 vezes em denúncias ligadas à IA, sendo a maioria atribuída à Amazon, o que expôs fragilidades na corrida acelerada por grandes volumes de dados. Embora a empresa diga ter removido o conteúdo antes do treinamento e atribua parte dos alertas a falsos positivos gerados por varreduras automatizadas, especialistas apontam riscos estruturais no modelo de coleta massiva de dados e cobram mais transparência e salvaguardas, alertando que o uso de material ilegal pode reforçar vieses e perpetuar a revitimização de crianças.
Com informações de O Globo
