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jun 5, 2023 | Destaques, Notícias

YouTube volta atrás e libera desinformação eleitoral nos EUA

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O YouTube anunciou que, a partir deste mês, não removerá mais conteúdo que promova informações falsas sobre as eleições presidenciais estadunidenses de 2020 e anteriores. Ou seja, as publicações que alegam fraudes, erros ou falhas generalizadas no pleito poderão seguir circulando sem qualquer problema na plataforma. 

A política contra desinformação eleitoral havia sido instituída em dezembro de 2020, mas agora a plataforma reconheceu que “era hora de reavaliar os efeitos dessa política no cenário atual”. Em comunicado no blog da empresa, o YouTube afirmou que “embora a remoção desse conteúdo reduza algumas desinformações, também pode ter o efeito não intencional de restringir o discurso político sem reduzir significativamente o risco de violência ou outros danos no mundo real”.

O  secretário de Políticas Digitais da Secom, João Brant, reagiu à decisão da plataforma afirmando que o YouTube ignora os danos que a repetição de mentiras para descrédito do processo eleitoral podem causar para a democracia. “Afeta a confiança das pessoas no regime democrático e gera uma instabilidade gigantesca”, alegou Brant em sua rede social.

“Seria muito bom ter acesso aos dados e levantamentos que deram suporte à decisão. Entender se isso vai impactar os questionamentos às eleições brasileiras. E discutir os interesses políticos envolvidos. À primeira vista, parece só um horroroso retrocesso”, complementou o secretário.

Em sua publicação, o YouTube destacou que outras medidas contra desinformação eleitoral seguem em vigor, como a proibição de conteúdo que busque enganar os eleitores sobre a hora, local, meio ou requisitos de elegibilidade para votação ou que possam desencorajar a votação, incluindo publicações que contestam a validade do voto por correspondência.

O *desinformante entrou em contato com o YouTube Brasil que afirmou que a medida se restringe aos Estados Unidos. No fim de outubro de 2022, logo após o segundo turno das eleições, o YouTube passou a proibir desinformação sobre o pleito brasileiro. De acordo com a assessoria de imprensa da plataforma, a medida segue em vigor no Brasil.

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