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abr 11, 2023 | Destaques, Notícias

No Telegram, direita ergue pauta armamentista e esquerda relaciona ataques em escolas a Bolsonaro

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O ataque à creche em Blumenau (SC) foi capitaneado tanto pela esquerda como pela direita nas redes sociais, de acordo com monitoramento realizado pelas pesquisadoras Letícia Capone, Vivian Mannheimer, Caroline Pecoraro e Andressa Costa.

Enquanto a esquerda buscou relacionar os ataques à incitação de ódio difundida nos últimos anos pelo bolsonarismo, a extrema-direita levantou a pauta da política armamentista, sugerindo projetos que sugerem segurança armada nas escolas do país.

Essa narrativa circulou, principalmente, nos grupos conservadores do Telegram, no qual a defesa do porte de armas e o projeto de lei que obriga seguranças armados nas instituições de ensino foram um dos principais pontos debatidos. Além disso, usuários foram em defesa ao ex-presidente Jair Bolsonaro, rebatendo comentários que buscavam vinculá-lo ao ocorrido em Santa Catarina.

Veja abaixo os destaques do monitoramento.

Campo conservador

No Instagram e Facebook, a tragédia de Blumenau apareceu entre as publicações de maior alcance na extrema-direita. Enquanto alguns perfis como os de Eduardo Bolsonaro e Carla e Bruno Zambelli declaravam luto (+380 mil interações), Mario Frias, Gustavo Gayer e a própria parlamentar questionavam a imprensa e a esquerda por utilizarem politicamente o ocorrido (+610 mil views). Os três criticaram comentários de jornalistas e políticos relacionando a tragédia ao discurso de ódio ‘legitimado’ nos últimos anos pelo governo de Jair Bolsonaro, atribuindo o crime à ‘ideologia da esquerda’ de ‘manter assassinos soltos’. Também defenderam o Projeto de Lei que prevê segurança armada nas escolas. Ana Carolina Capagnolo fez campanha pelo Programa de Monitoramento e Vigilância da rede de ensino (+304 mil curtidas) e Eduardo Bolsonaro defendeu o porte civil de arma (+134 mil curtidas).

Um dos alvos escolhidos pela extrema-direita foi Silvio Almeida, ministro de Direitos Humanos, que, de acordo com o segmento, teria utilizado o acontecido como palanque político e insinuado que haveria um motivador ideológico por trás dos últimos ataques em escolas. Marco Feliciano endereçou um ‘vídeo aberto’ ao ministro do Governo Lula, com críticas ao seu posicionamento a favor do desencarceramento e insinuando que Almeida teria utilizado o evento politicamente “sem demonstrar nenhum tipo de indignação com o criminoso ou compaixão pelas famílias” (+429 mil views). Também salientou que os últimos crimes fizeram uso de facas e machados e não armas de fogo e chamou o ministro de oportunista.

Campo progressista

Algumas postagens do campo progressista relacionaram o ataque ao bolsonarismo. Nessa linha, o Canal Portal do José disse que apesar de não ser possível culpar totalmente o bolsonarismo pelo ataque, o Brasil tem adoecido psicologicamente com o discurso de ódio do “Messias do Mal” (+155 mil interações). Janones, por sua vez, postou que “um bolsonarista matou 4 crianças inocentes com uma machadinha em uma escola em SC” (+6 mil interações).

Lula prestou solidariedade às famílias das vítimas e escreveu que “para qualquer ser humano que tenha o sentimento cristão, uma tragédia como essa é inaceitável” (+106 mil). Em outra postagem, o presidente voltou a condenar o ataque, disse que o mundo está tomado por um clima de ódio e prometeu “ajudar a Segurança a adotar medidas preventivas” (+13 mil).

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