Mulheres de comunidades rurais e marginalizadas da Índia estão na linha de frente do treinamento de sistemas de inteligência artificial, atuando como moderadoras de conteúdo violento e pornográfico para grandes empresas de tecnologia, muitas vezes à custa da própria saúde mental. Reportagem do The Guardian revela que essas trabalhadoras – em geral contratadas sob descrições vagas de “anotação de dados” – chegam a analisar centenas de imagens e vídeos por dia, incluindo estupros, violência extrema e abuso sexual infantil, o que provoca traumas psicológicos duradouros, como ansiedade, distúrbios do sono e entorpecimento emocional.
Apesar do risco comparável a trabalhos perigosos, segundo pesquisadores, a maioria das empresas não oferece suporte psicológico adequado, enquanto acordos de confidencialidade, isolamento social e a ausência de reconhecimento legal do dano mental dificultam denúncias e proteção trabalhista.
Com informações de The Guardian
