Um processo judicial nos Estados Unidos revelou que a Anthropic adquiriu milhões de livros físicos, removeu suas lombadas, escaneou todas as páginas e descartou os exemplares para utilizá-los no treinamento do chatbot Claude. O caso integra uma disputa movida por escritores que acusam a empresa de violação de direitos autorais. Embora um juiz federal tenha considerado que o uso das obras para treinar modelos de linguagem configura “fair use” (uso justo) pela legislação americana, a decisão mantém aberta a discussão sobre os limites legais, éticos e econômicos do uso de conteúdos protegidos por direitos autorais no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, especialmente diante do avanço da regulação do setor em diferentes países.
Com informações de Agência Pública
